sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Eu já...



Já escondi um amor com medo de perdê-lo, já perdi um amor por escondê-lo.
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos.
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso.
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.
Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pelo papai no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ele não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra sempre!
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos.
Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou dizer: E daí? Eu adoro voar!


domingo, 17 de julho de 2011

Descrição do Sr. Lockwood à respeito do Sr. Heathcliff " O morro dos ventos uivantes"



"Alguns irão acusá-lo de orgulho desmedido, mas tenho um sexto sentido que me diz que não se trata disso - instintivamente, sei que a sua reserva provém de uma aversão inata à exteriorização de sentimentos e à troca de demonstrações de afeto. É capaz de amar e de odiar com igual dissimulação e de considerar impertinência a retribuição desse ódio ou desse amor".

P.S: Me lembrei de uma pessoa... *F.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

A Futilidade da Vida...

Antes de sentir-se chocado, pare e preste atenção na foto. Extraia dela um momento de lucidez para sua própria vida. A cena é triste, mas nela também pode-se ver muitas outras coisas.
A lente do fotógrafo captou mais que um momento comovente...
Um abutre observa, esperando o momento desta alma se entregar definitivamente. Não, a criança não está morta. Seu corpo fraco, desnutrido, ainda porta uma chama de esperança. Implora bem menos que nós, diante de nossos abutres de brinquedo.
Talvez mais cinco minutos de vida. Talvez que um anjo desconhecido com uma câmera fotográfica na mão, que chute esse abutre e lhe dê a certeza de que vale a pena ter esperança. Ela não tem um Deus dogmático, fé escrita nem nada a que possa se agarrar para espantar o abutre que a espreita. Tem dentro de sí, apenas um coração de criança. Tem ainda dentro de sí a vida. E o abutre respeita porque na natureza, alimenta-se dos que se entregam. Nada pode contra a vontade de viver...


P.S: Texto dedicado a todos que reclamam da vida fartando-se dela...

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Soube Que Me Amava..

Desde o principio quando com você sonhei,
Desde o momento em que os meus olhos levantei,
Desde esse dia em que sozinha eu estava,
Foi quando o teu olhar no meu se encontrou,
Soube que me amava,
Entendi,
Soube que buscava mais de mim
Que muito tempo me esperou, então cheguei
Soube que me amava
Entendi, eu já não podia resistir
E com um beijo e com amor
Te entreguei meu coração
Me apaixonei
E quando longe eu estava percebi
Que o teu carinho e o teu amor eram pra mim
Como um sussuro ouvir tua voz no meu silêncio
Me chamando cada dia mais pra ti,
Soube que me amava,
Entendi,
Soube que buscava,
Mais de mim,
Que muito tempo me esperou, então cheguei
Soube que me amava
Entendi, eu já não podia resistir
E com um beijo e com amor
Te entreguei meu coração
Me apaixonei...

Estou aqui!


terça-feira, 19 de abril de 2011

Fizeram a gente acreditar!

“Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada: “dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém”.

Li este texto, e tive que compartilhar, Esse autor desconhecido pode não estar mais entre nós, porem com poucas palavras ele sempre mostrou compreender o mundo de uma forma superior, ele sempre foi um visionário. Enquanto lia suas palavras um filme passou entre meus olhos, cada palavra transborda verdade, vivemos em um mundo onde sempre somos idealizados sobre o certo e errado do ponto de vista de outros, o incomum e diferente é julgado e reprimido, somos obrigados a reprimir nossos desejos em busca de aceitação. somos ensinados a nos vestir como os outros, a agir como eles, a gostar do que eles gostam. Somos subitamente sucumbidos com esta idéia fixa de que devemos casar e termos família antes dos Trinta, e se não seguirmos esta regra, somos anormais. Eu digo seguir o coração nem sempre é possível, mas devemos ouvi-lo apenas, o tempo não é curto ele é extenso e podemos esperar e encontrar alguém como o autor desconhecido disse e vale ressaltar "E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém." A partir do momento que começamos a nos amar, aí sim estaremos prontos para amar um outro alguém, a partir do momento que aprendermos com os erros aprenderemos a lidar com nossa própria vida. A vida é uma só não vamos perder tempo tentando ser o que querem que sejamos e vamos ser quem somos! Sozinhos ou não o importante e necessário já temos, nós mesmos, "A questão não é viver para sempre, é conviver consigo mesmo para sempre!" Não se render a hierarquia soberana da sociedade, e viver a vida são o caminho talvez, não o mais fácil, ou até mesmo possível, mas mesmo assim o mais desejável, amando livremente e tendo paciência em esperar o momento certo para crescer,amadurecer e amar.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Tudo... Menos Gorda!

Sabe aqueles dias em que você se olha no espelho e vê uma tremenda baleia? Todas as mulheres já passaram por essa experiência horrorosa. Agora o mais incrível é que você sabe que está gorda e de repente vem algum engraçadinho e fala assim (geralmente é mulher que fala) “-Nossa!Como você engordou!” ou então “Você está tão gorda,porque não faz uma dieta heim?”e sabe qual é a nossa reação exteriormente?Sorrimos constrangidas ou tentamos mudar de assunto. Mas, a sensação interna que sentimos é de um profundo ódio pela pessoa que nos chamou de gorda.. O importante é que acima de tudo, você se sinta bem com seu próprio corpo e isso serve para o cotidiano também. Quando você se sente bem consigo mesma. As pessoas percebem isso porque um brilho diferente transparecerá em seu rosto.  Hoje, eu me levantei pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia-noite. É minha função escolher que tipo de dia terei hoje. Posso reclamar que está chovendo ou agradecer as águas por levarem a poluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajada para administrar minhas despesas, evitando desperdício. Posso reclamar sobre a minha saúde ou dar graças por estar viva. Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado o que eu queria ou posso ser grata por ter nascido. Posso reclamar por ter ir que estudar ou agradecer por estudar. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter um teto para morar. Posso lamentar decepções com amigas ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saírem como planejei, posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na minha frente, esperando para ser o que eu quiser. “E aqui estou eu, a escultora que pode dar a forma tudo depende de mim...”. Por muito tempo pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade. Mas sempre havia um obstáculo no caminho, algo a ser ultrapassado antes de começar a viver, um trabalho não terminado, uma dieta não feita. Aí sim, a vida de verdade começaria. Por fim, cheguei à conclusão de que esses obstáculos eram a minha vida de verdade.


quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Moda


A moda é um conceito estranhíssimo!

Alguém decide que agora se deve usar a roupa X ou Y, a cor W ou Z e todos passam a vestir-se de igual ou, numa versão menos radical, passam todos a vestir-se dentro de uma mesma corrente.
Onde estará a origem deste estranho comportamento?
Será que isto decorre do tribal ismo inicial quando o homem sentia necessidade de pertencer e de se identificar com o grupo ou clã, para se sentir protegido e poder sobreviver? Nessa altura compreendia-se que para evidenciar uma maior coesão, se vestissem todos de igual e se pintassem da mesma cor!
Mas nos dias de hoje? A necessidade de sobrevivência e de proteção do clã já não corre esse tipo de riscos e, portanto não deve ser por isso.
Será que uma falta de gosto generalizada, resultante de deficiente sensibilidade e educação estética, leva uma certa maioria a adotar os padrões de uma minoria pseudo-iluminada? Também não me convence esta!
Será então unicamente uma vontade de variar? O resultado de nos cansarmos freqüentemente da nossa aparência e procurarmos estereótipos que nos alimentem ilusões de mudança e renovação?
Se assim fosse a moda não se repetiria ciclicamente como acontece e, além disso, também não seria aceitar a padronização generalizada que anula a individualidade.
Não sei, é um mistério... Mas continuando: Nos homens o conceito de moda é sempre mais comedido (vá lá!!). As gravatas vão alargando ou estreitando, os colarinhos mais redondos ou mais bicudos, mais abertos ou mais fechados, os casacos com uns botões a mais ou a menos, as pernas das calças estreitando ou alargando, mas nada que não seja fácil dar a volta sem grande dispêndio.
Mas as mulheres..., meu Deus, são vitimas trágicas da moda! De um ano para o outro são capazes de ter que mudar o guarda roupa inteiro, se a mudança de moda nesse ano for demasiado radical.
Pergunto-me se este conceito de moda não terá sido inventado pelo sexo masculino para, mantendo a mulher ocupada, conseguir refrear, ou pelo menos atrasar, o crescendo de dominância que a mulher está a ter nas sociedades de hoje. Enquanto elas desperdiçam tempo e energia na complexa azáfama das compras, eles vão tendo algum tempo extra para queimarem os últimos cartuxos da preponderância masculina na sociedade.
Tenho uma grande curiosidade em saber quem, na realidade, define a moda. Que personagem fantástica é capaz de decidir uma tendência e pôr o mundo inteiro a vestir-se de acordo com as regras por si determinadas. Vejo essa personagem ditatorial como uma nova versão de Hitler, mas neste caso, um Hitler orientado para futilidades e não para a política e para a guerra (pensando melhor, não existem maiores futilidades que a guerra e a política).
Se analisarmos bem esta questão este personagem é potencialmente bastante mais perigoso que o patológico fascista, uma vez que este convenceu apenas um país e um povo, enquanto que o nosso “guru da moda” consegue convencer e levar o mundo inteiro atrás, independentemente de raça ou de credo, conseguindo até que pessoas com alguma inteligência e bom senso se vistam de forma completamente ridícula. Se acham que estou a exagerar, lembrem-se do que aconteceu nos anos oitenta, com roupas e penteados que iam do ridículo ao inconcebível.Enfim... não sei onde surge este conceito, mas é uma pena que as “modas” que vão surgindo estejam mais orientadas para roupas e outras futilidades várias, do que para fins mais úteis e nobres como, por exemplo, ajudar os verdadeiramente carenciados.
Já imaginaram se a moda fosse agora ajudar o próximo?
Se assim fosse, e se gastássemos nesse objetivo apenas um décimo do que se gasta na dita “moda”, garantidamente conseguiríamos reduzir, de uma forma significativa, o sofrimento no mundo.


quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Não conte seus problemas para qualquer um. A maioria das pessoas não se importa com eles e outras ficam felizes com a infelicidade alheia. Não é bom para o seu marketing pessoal que muitos saibam de suas dificuldades, principalmente quando elas forem financeiras.




eu só queria entender o porque os homens só percebem o quanto eramos pra ele, quando ja nao somos mais deles. acho que nem os homens mesmo sabem, até porque se soubesse. . não seria tao dificil assim. " o sapo nao vira principe quando os beijamos e sim quando os deixamos. " (peguei de comunidade ;*)

...começo do ano passado. . cheguei naquela escola e pensei o quanto iria ser chato aquele ano, mais me enganei profundamente. foi um ano lindo de descobertas, aprendizado e um sentimento tão bom de se sentir *-*

cada momento ficou marcado em mim, cada conversa, brincadeira, choros tristes e os de tanto rir. Hoje sei o quanto me faz falta ver cada sorrizinho de vocês logo cedo, me fazendo ter um maravilhoso dia. temos contado mais com pouca frequência e isso dói em mim, mais quero que saiba que tenho vocês aqui em um lugar que ninguém poderá tocar.

cherrys vocês são a melhor coisa que aconteceu na minha vida! eu amo vocês. e isso não é novidade...

Uma boa época era em que restart era um botão de video-game, Colírio era remédio para os olhos, Cine era abreviatura de "cinema", Chapinha era coisa de menina, Calça colorida era só do tiririca e o justin bieber apenas um espermatozóide.


concordo ;*

Em cima do muro em relação á algumas coisas



Roupas formais... 
Tudo ensaiado na frente de um espelho...
Um sorriso falso, um olhar cheio de sinismo e na mente uma traição a esconder. 

Sobrevivi a ambição, a tentação, aos falsos amigos, a mentira no 'eu te amo'. Enfim, será que tudo isso valeu a pena? será que era assim mesmo que tudo devia acontecer? ou revelar seria o certo? 

Hoje sei que vou dormir um pouco mais sabia, mais forte e com a certeza que minha vida está ótima do jeito que está.  Tudo é questao de marketing, fingir ser alguém, fingir estar feliz com alguém. mas uma pergunta fica, será que eu deveria mesmo me preocupar com o que se passa com as pessoas em torno de mim? eu agradeço por ter visto com outros olhos tudo isso.


hoje vi o quanto sou pouco pra uns e muito pra outros, e pra quem eu tanto dava valor e nao era correspondida, hoje ouve troca de papel. só tenho que agradecer por tudo ficar tao claro, pra mim perceber o quanto vale a pena apenas viver

Ridiculo

Hoje, por uma razão para aqui pouco relevante, senti-me ridículo e, não sei porquê, resolvi explorar esse sentimento. Não quero fazê-lo por necessidade de o interpretar. Seria ridículo fazê-lo.
O ridículo é intrínseco, não se interpreta; sente-se, não se avalia; aceita-se, não se contesta.
Se se sentirem ridículos não tentem de forma alguma racionalizar esse sentimento, sob pena de não se conseguirem libertar dessa situação.
O ridículo é como todo o tipo de sentimentos puros, o resultado do espontâneo e do inesperado. É uma situação transitória que existe enquanto não aceite e assimilada. É um subterfúgio do nosso ego para não nos deixar repetir determinados erros. É o preço do amadurecimento que, por não ter sido naturalmente adquirido, teve que ser assim imposto.
É necessário ter-se sido ridículo, para mais tarde realizar que só é ridículo quem na sua existência nunca foi ridículo, ou pelo menos nunca assim se sentiu. Tal como Fernando Pessoa se referia a que todas as cartas de amor são ridículas, mas que só era verdadeiramente ridículo quem nunca escreveu cartas de amor, ridículas.
Quem me dera no tempo em que inocentemente era ridículo sem o saber e, talvez mais importante, sabê-lo mas não me importar, porque era parte da natureza e da idade sê-lo; como tal, não o era. É tudo uma questão de momento.
O ridículo é um sentimento de consequência pouco consequente. É sempre resultado de uma conduta, seja ela moral ou comportamental. Mas é também pouco objectivo o resultado que se tira dele. Toda a vivência é interpretada diferentemente consoante a pessoa que a vive e a observa, e do contexto em que acontece.
O ridículo é universal e desenganem-se se julgam que existe algum momento em que não somos ridículos. Ridículos somos sempre, temos é a noção de, na maior parte dos casos, sermos ridículos em harmonia com a grande maioria. O existir uma comunhão em massa dum mesmo procedimento ridículo permite-nos iludir e considerarmo-nos socialmente bem integrados. A conduta social é apenas um conjunto de atitudes e procedimentos ridículos praticados em conjunto.
Para quem é individualmente ridículo e quiser deixar de o ser, é apenas necessário convencer a maioria que é assim que se procede e serão então todos ridículos em comunhão.



terça-feira, 17 de agosto de 2010

Copa Fashion Show

 ...Assistida por bilhões de pessoas pela TV, laptop e celular em todo o planeta, a Copa do Mundo é hoje o maior espetáculo da Terra. Mas grandes espetáculos não se fazem só de ação e movimento, mas também de cenografia, figurinos e trilha sonora. O show da Copa não é só de bola.
Na véspera da final de 1958, como o uniforme da Suécia era igual ao nosso, o roupeiro da delegação foi a uma loja de esportes de Estocolmo e comprou um jogo de camisas azuis de algodão e calções brancos. Com os escudos da CBD (hoje CBF) costurados às pressas no peito, a seleção canarinho entrou em campo de azulão e foi campeã do mundo.
Nesse tempo ninguém dava bola para uniformes. Nos anos 70, eles começaram a evoluir, com tecidos sintéticos, camisas mais justas e shorts mais curtos, iniciando a era das grandes marcas de material esportivo. Na Copa de 78, os campeões argentinos usavam shorts inversamente proporcionais ao tamanho das cabeleiras: eram quase sungas. Em 82, Zico, Falcão e companhia deram show de bola com seus shortinhos cavados e camisetas justas.
Nos anos 90, a moda Copa chegou ao seu ponto mais baixo, com camisões folgados e enormes estampas, shorts longos e largos como bermudas de rapper, uma modelagem que achatava os jogadores e castigava especialmente os baixinhos. Vendo o gênio de Romário sobrando dentro daquele abadá amarelo, eu me perguntava por que não fabricavam uniformes P e M, só GG?
Felizmente essa moda passou. Os figurinos desta Copa estão lindos. Com tecidos high-tech, as camisas estão mais justas e parecem feitas sob medida, os shorts em perfeita proporção com as pernas e as meias com frisos verticais alongam e valorizam os corpos dos atletas. As cores, as formas e os detalhes nunca foram tão bonitos, o uniforme negro e ouro da Alemanha é o must da temporada. Os goleiros são um show a parte, e até os juízes ficaram elegantíssimos nos figurinos Puma, Adidas e Nike.
Os cenários também estão lindos e grandiosos. Só não se sabe o que a África do Sul vai fazer com esses estádios depois da Copa.
Mas a trilha sonora é a pior de todos os tempos: o zumbido infernal das vuvuzelas. bah!


Como ser odiável...

Eu não sei exatamente o segredo, mas TPM ajuda. E deixar uma mulher esperando também ajuda. Deixar uma mulher, de TPM, esperando… You do the math, buddy. E se o cara for meio inconsequente, a situação não tende a melhorar. Independente do que for, não vou me privar de esculhambar quem eu quiser, quando eu quiser quando estou na TPM. Ainda mais se eu tenho motivos fortes o suficiente pra isso. Eu não me privo de ser estúpida com as pessoas só por que talvez elas possam se sentir ofendidas. Quem toma como ofensa as besteiras que eu digo vez e outra, não deve mesmo ser digno de andar comigo. E eu realmente não entendo qual é o problema de algumas pessoas que acham que são diferentes, que se consideram muito especiais.


“Ela não faria isso comigo”.


Por que não? O que você tem de diferente pra que eu te trate diferente?


Algumas pessoas acham que podem jogar o mesmo jogo com pessoas diferentes… E isso é um raciocínio que eu juro que não consigo entender. Comigo isso não funciona. Quando me irritam, não fico pisando em ovos pra ser rude não. Eu não uso metáforas, eu esculhambo na lata. Não consigo mascarar a minha raiva.Nunca fiz isso, nunca farei, não gosto de ser falsa com meus próprios sentimentos.


“Por que ela está fazendo isso comigo?”


Pense de novo, garoto. Sempre há um detalhe a ser esquecido (quando se é jovem demais, quando se bebe demais, quando não se tem mais certeza e nem controle de coisa nenhuma). Sempre tem aquele detalhezinho que você varreu pra debaixo do tapete como se não fosse nada demais, mas que na verdade acabou EMPUTECENDO alguém sem querer. Você só não enxerga isso se não quiser.E só não coloca em pratos limpos, se não quiser também. A vida toda é muito simples. Só complicam ela por que querem.

O começo do Fim!

Estou de TPM e este post contém muitos palavrões. Se você é sensível, vá á merda! Em maio desse ano escrevi um texto que foi muito importante e necessário pra mim. Foi um merda desabafo mesmo, e muito mais do que necessário. O texto chama-se “Como fazer para esquecer alguém completamente?”. Eu o escrevi não só pra deixar claro pra mim mesma o que sentia, mas pra também me situar no tempo quando quisesse e poder enxergar e marcar de fato meus esforços. No começo do ano foi uma merda: mesmo namorando eu ainda sonhava constantemente com o meu ex e aquilo foi me irritando, aos poucos. Como eu mesma dizia, aquilo parecia ser um truque do meu inconsciente pra ver se eu “agüentava mesmo o tranco”. Enfim… O caso é que eu não o esqueci. E nunca vou esquecê-lo. Ele foi meu primeiro namorado e essas coisas não se esquecem assim de uma hora pra outra. Pelo menos *eu* não esqueço. Só que as coisas que eu sentia por ele foram mudando. Mudaram muito do começo do ano pra cá. Muito mesmo. Até fevereiro eu ainda gostava dele (posso dizer até que o amava, apesar de hoje já não ter tanta certeza assim). Quando descobri que ele mentia pra mim (mentia mesmo, não tem outro nome pro que aconteceu), aí, claro, fiquei muito puta da cara e deixei isso bem claro pra ele, mas dessa vez (felizmente!) a decisão de parar de manter contato comigo foi dele. E querem saber? Acho que foi a primeira vez que ele teve pentelho na vida dele, pra tomar uma atitude em relação a qualquer coisa. Não me orgulho de ter sido quem motivou ele a isso, mas enfim… Fora isso o que aconteceu, na vida dele, ele nunca teve coragem (e vontade) pra nada. Mesmo. Não tô falando mal: isso é um fato. Quem o conhece, sabe. Sei que não posso falar bosta nenhuma mesmo por que minha vida também não é nenhuma perfeição, mas enfim... É uma merda isso de “Antes de falar dos outros olhe seu próprio rabo” ok? Eu sei dos meus problemas, idiota... Então não me venha com esse nhénhénhé ridículo e infantil. A bem da verdade hoje eu sou mesmo é grata por ele ter parado de falar comigo. A única merda disso tudo é que, de uns tempos pra cá, o inevitável aconteceu: a fina linha entre o (que era) amor e o (que é) ódio, se rompeu. Hoje, por ele, só sinto o mais profundo desgosto. Mesmo. Por mais que me esforce, não consigo mais lembrar das coisas boas, só das ruins. De tudo o que ele fazia de mal pra si mesmo, do jeito irritantemente apático que ele encarava algumas situações, dos medos e das fraquezas dele, da fragilidade, da carência.. Hoje sinto raiva e repulsa. Algum dia ainda acho que vou sentir apenas indiferença por ele, mas por enquanto isso não está acontecendo. Tudo veio a tona na minha cara e eu olhei e disse “Merda! Quanto tempo da minha vida eu perdi caída por esse filho duma égua!?”. Nada contra a mãe dele, mas enfim… Vocês entenderam. E pior que é verdade… A mais pura verdade. Mas o grande lance disso tudo é que o fato de eu ter continuado a gostar dele por tanto tempo envolve vários fatores. Entre eles: ele tirou meu BVL, eu moro numa cidade onde não tinha homem decente e os que tinham ou tavam namorando ou não me queriam, ele era o meu único melhor amigo até então, uma das poucas pessoas que eu achava (ingenuamente) que eu podia confiar e por que merda… A gente já tinha passado por tanta coisa junto… Eu realmente gostava daquele desgraçado. Mas ele decidiu que era melhor me tratar como lixo, como “mais uma”, então assim foi… E foi por que eu deixei. E por que também minha auto-estima não existia. O próprio cretino até me dizia que eu tinha problema de auto-estima (isso quando não me tirava de louca na minha cara mesmo com uns “vai se tratar”, que eu tinha que ouvir). E eu naquela época não conseguia enxergar que eu realmente tinha problema: e não era um, eram vários! Minha cidade, minha família, meu estilo de vida, as pessoas com quem convivia: tudo! Tudo era um problema pra mim e precisava ser mudado. Urgentemente. Mas, tirando isso, o merda era que eu ouvia o cara. Podia até não concordar com ele, mas ouvia e fazia cara de nada. Bah, mas que imbecil! Idiota… E eu não sou mulher de engolir sapo, mas por ele eu engolia. Até hoje eu me pergunto COMO eu aturei esse moleque por tanto tempo, deus meu? Explico como: esperança. Por mais que a gente diga que não, nós mulheres nos alimentamos de esperança. Esperança de que tudo pode “dar certo de novo”, de que “tudo seja de novo como antes”. Esperança de que um dia o babaca pule na sua frente e diga “RÁ! Pegadinha do Mallandro!” ou coisa do tipo. Putz grila minha gente: isso não vai acontecer! Ainda mais com tipos como ele: que não querem nada com a vida, que não se comprometem com nada, não assumem nada, que não levam nada até o fim e por aí vai. Antigamente eu ficava triste pelo fato da minha melhor amiga (da onça, claro) ter agarrado ele planejada e deliberadamente na minha frente… A cretina ainda teve a cara de pau de vir dizer que “sufocar uma paixão é negar o que a alma pede”. A minha mão na cara dela idiota retardada! “Paixão” e “amor” é o escambáu. Uma coisa é o lance acontecer naturalmente e ser recíproco, dos dois lados, das pessoas realmente se gostarem… Aí eu ainda ficaria muito bala, mas seria mais compreensiva. Mas a menina praticamente fez o que foi possível pra agarrar ele, se esfregou e se jogou em cima do panaca. E conseguiu, claro. E ainda tem o despautério de me vir com essa de “alma”? Bah.. Eu vou ser canonizada cara, que merda… Enfim, apesar de ainda achá-la uma vadia escrota e querer que ela morra de câncer nos seios hoje não fico mais triste por saber que eles estão tendo “algo”. Chamo de “algo” por que realmente, o troço que eles têm não tem nome mesmo. Nem eles mesmos sabem o que é. Mas enfim,… Ele deve só usar ela pra não precisar gastar a palma da mão e ela, deve estar apaixonadinha pelo jeitinho todo blasé dele com a vida. Que nojo! Sou incapaz de ficar triste por uma coisa desse tipo hoje em dia. Tenho um pouco de pena só. E também acho que ela tem um gosto bastante duvidoso pra homens. Hahahaha… Mas tudo bem, eu também tive, então nessa questão estamos quites. Hoje eu só consigo achar engraçado. Na verdade, acho nada, mesmo por que da última vez que fui pra Alvorada e entrei em contato com os amigos mútuos que eu tenho com ele, a única coisa que sabiam fazer era falar mal. De ambos, mas mais dela. E eu não precisava nem me esforçar, eu só ouvia. E achava engraçadinho. Bem, cada um vive a vida como pode né…? Só lamentos, tanto pra ela quanto pra ele. Então hoje em dia eu digo que essa história pra mim está acabada. Ele pra mim virou uma pessoa que não conheço mais e que não sei se estaria a fim de reconhecer. É provável que um dia nos esbarremos por aí, mas acho que vou fingir que não vi. Sei lá. Não quero nem pensar nisso… Pensar nessas coisas me incomoda. Pensar nele me incomoda hoje em dia. Minha vida tá tão boa do jeito que tá. Conheci tanta gente maravilhosa esse ano, tantos caras incríveis… Não perco mais meu tempo pensando no que só me deu desgosto. De qualquer forma, só quis retomar esse assunto pra me posicionar pra mim mesma hoje em dia. E também por que quero tentar responder os comentários que foram feitos no meu blog sobre esse tópico. Aviso desde já que não sou nenhuma psicóloga e não tenho fórmula mágica pra resolver problema de ninguém: apenas tive um problema que, pelo visto, outras meninas também tiveram. Então, o máximo que posso fazer, de verdade, é dizer o que eu faria no lugar delas, com base no que já tentei fazer. É isso.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Eu não gosto de você

Tenho mantido distância de auto-sabotadores. Sei como eles pensam e agem por que já fui uma. Quem se auto-sabota, pode sabotar qualquer um. Não gosto deles. Nem um pouco. Pessoas que fazem mal a si mesmas geralmente me fazem mal pois despertam em mim sentimentos que são pesados demais pra eu ficar carregando. Não gosto. Não gosto mesmo. Mantenho distância.

Mas não falo daquelas pessoas que fazem mal a si mesmas no sentido físico. Por exemplo: todos sabemos que beber e fumar faz mal. Não tenho problema com pessoas que fazem isso normalmente, que são viciadas e se assumem (desde que não façam nada contra a lei, exemplo: beber e dirigir). Meu problema é com as pessoas que são viciadas e RECLAMAM, continuamente, sobre os efeitos negativos que as drogas estão causando em seu organismo. Elas sabem o que precisam fazer. Eu também sei. É perda de tempo ficar do lado de gente assim. É desgastante, não preciso disso.
Esse é apenas um dos exemplos de coisas que não gosto nos outros. Existem coisas muito piores. Não gosto de pessoas que têm a convicção de que todo mundo gosta das suas piadinhas infames, preconceituosas e completamente sem-graça. Na verdade isso é algo que me irrita muitíssimo.
Você se acha muito engraçado, mas poucas pessoas dizem, de fato, que você é engraçado. E pra mim, particularmente, nada do que você diga tem graça ou seriedade o suficiente alguma.
Você é um chato, intragável, insuportável. As pessoas não convivem com você, elas simplesmente te aturam por que são obrigadas. E eu, infelizmente, às vezes, sou uma dessas pessoas.
Você subestima a inteligência de pessoas que são, óbviamente, mais inteligentes que você. E ainda assim não se acha incompetente no que faz, mesmo tendo provas irrefutáveis disso.
Demonstra imaturidade e infantilidade num determinado momento e em outro quer ser tratado “com respeito” e seriedade (seja por causa da idade, ou do que for). Quer que lhe dêem a devida credibilidade, atenção e apoio, mesmo não fazendo por merecer.
Você curte “dar um jeitinho” pra absolutamente todas as coisas.
Não culpo a sua nacionalidade, culpo VOCÊ, seu escroto.
Você não é honesto, nem consigo mesmo, muito menos com os outros. Acha que a vida é uma coisa “muito engraçada mesmo” e pensa que pode passar todo mundo pra trás, na brincadeira.
Você gosta do que é ilícito. Aliás, você não só gosta, mas de certa forma SE VANGLORIA de seus vícios ilícitos. Se vangloria aliás de várias coisas também, do seu sofrimento, das suas penitências, que aliás, não reconhece como penitências. Quer ser um mártir, um pobre-coitado para que as pessoas tenham pena de você, e para que assim obtenha uma justificativa razoável para “ser quem você é” e “fazer o que quiser”.
Saiba de uma coisa: a mim, você não engana.
Geralmente quando você é confrontado por REGRAS, ou ainda, por pessoas direitas e de bem, se faz de vítima. Você não gosta de jogos, você não gosta de nada na verdade, não tem padrões, não tem decência.
Você força situações causando desconforto em todas as pessoas com quem você se relaciona.
Você não tem culhão o suficiente (mesmo que você seja mulher) pra se assumir, assumir seus desejos, suas vontades, SUA VIDA.
Saiba desde então: se eu te ignoro solenemente (ou boa parte das vezes) é por que eu não gosto de você. Vou me posicionar contra você, sempre que possível, sempre que me for permitido. Eu não vou com a sua cara. Repetindo: eu não gosto de você.
E você sabe exatamente quem você é.







Ah, o amor..

Juro nunca mais ser gentil



Para sempre ser severa


Pois o amor é difícil de lidar


Pois o amor lhe roubará a visão


O fardo da santidade


A tentação em ajoelhar-se


O medo mudo de ser pega


Em vapores de pecado


Nós cantamos do vácuo


Nós queimamos com amor


Tão estranhamente melancólicos


Tão estranhamente completos


Em algumas horas ébrias


Em algumas palavras céleres


De nossas bocas salivantes


Perdermos tudo para que aqui viemos


Se você fosse meu


Eu coraria um pouquinho


E morreria




[Rome, Das Feuerordal]